O presidente do MDB em Mato Grosso, Carlos Bezerra, atribuiu o baixo desempenho nas eleições municipais de 2024 à influência do bolsonarismo no país. Ele, no entanto, apontou que esse cenário deve ser revertido na disputa eleitoral de 2026.
Um dos exemplos é que o MDB lançou candidatos nos três maiores colégios eleitorais do Estado e perdeu.
Foi uma coisa eventual, com a questão do bolsonarismo. Mas isso é uma onda passageira.
Em Cuiabá, a sigla lançou o empresário Domingos Kennedy; em Várzea Grande, tentou a reeleição de Kalil Baracat; e em Rondonópolis, lançou o deputado estadual Thiago Silva ao pleito.
Para Bezerra, o fenômeno que favoreceu candidatos alinhados à direita é temporário e não representa uma ameaça à longevidade da legenda.
“Foi uma coisa eventual, com a questão do bolsonarismo. Que não aconteceu só aqui, foi em vários estados brasileiros. Mas isso é uma onda passageira. O partido subsiste. É o partido mais antigo do Brasil e vai continuar sobrevivendo”, afirmou Bezerra.
O ex-deputado federal afirmou que o cenário político está em constante transformação e que mudanças são naturais em cada nova eleição. Para ele, o MDB tem condições de recuperar espaço nas próximas disputas.
“Tem fatos novos aí. Toda eleição haverá mudanças, e nessa terá também”, disse, sinalizando que o partido já avalia estratégias para 2026.
“Políticos são como nuvem”
Questionado sobre a mudança de postura do eleitorado de Mato Grosso, Bezerra descartou e citou a frase do ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto.
“Não, o eleitorado não mudou. O Magalhães Pinto, lá de Minas Gerais, dizia que políticos são como as nuvens, passam. E assim vai ser aqui”, afirmou.
O presidente está de despedida da vida pública. Ele tentou se reeleger na eleição de 2022 para deputado federal e acabou perdendo. Agora, abriu mão da presidência da sigla, que deve ter novo comando em agosto.
“Vou me afastar da vida pública. Tenho o direito agora de descansar um pouco”, disse ele, aos 83 anos.