O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, afirmou que o Ministério Público do Estado deve atuar para que Nataly Helen Martins Pereira, acusada de matar a adolescente E.B.A.S., de 16 anos, pegue a pena máxima.
É uma questão que assusta a todos pela forma totalmente atípica e cruel de praticar um crime
A jovem foi esganada, amarrada, teve o ventre aberto e morta para que seu bebê fosse roubado na última quarta-feira (12) no Bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá.
À Polícia, a bombeira civil Nataly confessou o crime e pode responder por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
“É uma questão que assusta a todos pela forma totalmente atípica e cruel de praticar um crime. O que podemos fazer agora como Ministério Público é tomar as medidas mais drásticas possíveis e aplicar a legislação tanto processual quanto penal para que seja punida severamente esse absurdo que aconteceu”, disse Fonseca.
O procurador defendeu que a Justiça seja rigorosa na condenação da autora do crime.
“Na hora de fazer a dosimetria da pena, esperamos que o Poder Judiciário leve em conta toda a crueldade do crime, porque a pena varia e, neste caso, deve ser aproximada da pena máxima”, enfatizou.
“Impactante”
O procurador apontou que o caso é “assustador” e “cruel” e trouxe impacto para toda a sociedade.
“Para nós também é impactante. Eu recebi a notícia pela imprensa. É um crime que choca a sociedade e qualquer ser humano tamanha crueldade e absurdo. Agora, cabe a nós aplicar a legislação da forma mais drástica que a lei permite”, concluiu.
Veja:
O crime
A bombeira civil foi presa na noite de quarta-feira (12), após tentar dar entrada, junto de seu namorado, no Hospital de Maternidade Santa Helena com a bebê recém-nascida.
A equipe médica desconfiou do comportamento da mulher e acionou a polícia e Nataly e namorado foram presos.
Na manhã do dia seguinte, na quinta-feira (13), o corpo da adolescente foi encontrado enterrado no quintal da casa do irmão de Nataly. O irmão e o cunhado da bombeira foram presos neste dia.
Nataly teve prisão mantida pela Justiça de Mato Grosso, e os outros três homens foram liberados. Eles negaram participação no crime.
Leia mais sobre o assunto:
“Quando ela sentou na cadeira, peguei um fio e enforquei por trás”