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Professor de escolinha de futebol é condenado a 46 anos

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O professor de escolinha de futebol Felipe Mendes da Silva Borges foi condenado a 46 anos de prisão por crimes sexuais contra alunos menores de idade em Cuiabá. A decisão foi proferida pela 14ª Vara Criminal nesta quarta-feira (26). Além da pena de reclusão, o réu terá que pagar R$ 56,4 mil em danos morais.  
 
O professor estava preso desde setembro de 2024, quando foi detido no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ao retornar de uma viagem ao Nordeste com oito adolescentes. Ele havia prometido testes em um time de futebol da região.  
 
O réu foi condenado por estupro de vulnerável (três vezes), filmagem e armazenamento de cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, favorecimento da prostituição e importunação sexual. As vítimas eram três meninos com idades entre 13 e 15 anos, alunos da escolinha de futebol, que funcionava como um projeto social em Cuiabá.  
 
De acordo com o Ministério Público Estadual, o professor se aproveitava de sua posição para se aproximar dos adolescentes, promovendo passeios e viagens sem a supervisão dos pais. Ele também tatuou o rosto de uma das vítimas no próprio peito.  

 
Investigação e prisão 
 
As investigações começaram após a mãe de um dos alunos denunciar o comportamento do professor à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). A família recebeu vídeos e imagens que comprovavam os abusos, incluindo cenas de violência sexual contra um menino de 13 anos.  
 
O delegado Vitor Chab, que coordenou as investigações, informou que o suspeito já tinha passagens anteriores por aliciamento de menores. Em 2021, duas adolescentes de 13 e 15 anos, também alunas do professor, haviam feito denúncias semelhantes.  
 
A prisão ocorreu em setembro de 2024, quando o professor retornava de uma viagem com os adolescentes. A Polícia Civil, que monitorava seus movimentos, o deteve no aeroporto. Durante as buscas, foram encontradas em seu celular diversas mídias com conteúdo explícito envolvendo menores.  
 
Repercussão e decisão judicial 
 
O caso gerou repercussão em Cuiabá, onde a escolinha de futebol era vista como uma oportunidade para jovens em situação de vulnerabilidade. A condenação de 46 anos, uma das mais longas já aplicadas no estado para crimes dessa natureza, foi celebrada pelo Ministério Público, que destacou a importância de punições rigorosas para coibir crimes contra crianças e adolescentes.  
 
Além da pena de prisão, o réu terá que indenizar as vítimas em R$ 56,4 mil por danos morais. A decisão judicial reforça a necessidade de atenção a comportamentos suspeitos e a importância de denúncias para proteger crianças e adolescentes.  
 



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