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Em entrevista esta semana à uma rádio na Capital, o novo presidente do Escritório de Representação do Estado de Mato Grosso[Ermat], em Brasília, o advogado Aécio Rodrigues – que também comanda o PSL no Estado -, defendeu o BRT[Bus Rapid Transit] em substituição ao Veículo Leve sobre Trilhos, que teve sua obra iniciada em 2012 e nunca foi concluída.

O VLT consumiu mais de R$ 1 bilhão e possua várias ações na Justiça, em particular, contra o Consórcio que começou a tocar a obra e a deixou paralisada por longos anos.

Revelando que não teria uma procuração do governo do Estado para falar em nome de Mauro Mendes(DEM), entretanto, acha que a decisão do gestor estadual foi uma ‘excelente escolha’, sobretudo, porque teria sido pautada em estudos técnicos elaborados pelo governo estadual e um grupo de trabalho criado em conjunto com a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana,  quando foi concluído que o BRT seria o melhor sistema de transporte para Cuiabá e Várzea Grande e, igualmente, o modal com a implantação mais barata.

Ao apontar os gastos volumosos usados pelo VLT, iniciado em 2012, sem que o sistema de transporte tenha, de fato, criado lastros para a sua conclusão.

Aécio ainda lembrou que realiza esta defesa ao BRT desde o ano passado quando disputou, pelo PSL, a Prefeitura de Cuiabá. E que acredita que por trás desta discussão sobre os modais – VLT e BRT -, tem ‘muita politicagem’, o que estaria procrastinando uma solução definitiva em favor das duas cidades.

“Desde que me candidatei na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, no ano passado, já vinha falando sobre isto. Pois sempre achei complicado falar em conclusão do VLT após um valor tão alto tendo sido investido, sem que as obras, de fato, tenham andado. Pois, segundo dizem, nem mesmo aquele pontilhão do Três Américas, mais conhecido como o Viaduto da UFMT[que serviria de passagem do modal, com estrutura ajustada para sua implantação] não teria mais praticidade, pois os vagões não conseguiriam passar por ele. Assim precisamos de deixar a políticagem de lado e ver, de fato, uma alternativa, que seja uma evolução para o transporte público de Cuiabá. E não ficar aí travando esta implantação […] Precisamos é resolver este problema e o BRT pode ser a solução. E pararmos de ficar procrastinando. Sei que dói no coração de cada cuiabano e várzea-grandense ver esta obra paralisada, mas precisamos virar esta página. Esquecer aquilo lá e, claro, apurar e punir quem cometeu os crimes. Quem enviou esse dinheiro para a compra dos vagões, quem recebeu propina na Copa e ainda quem ganhou para arquivar aquele projeto.”