Uma decisão da justiça indica que dificilmente o prefeito de Cuiabá, conseguirá se livrar da imagem do “paletó”, por causa daquelas cenas deprimentes dele recebendo maços de dinheiro na sala do então chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, que celebrou um acordo denunciando propina e corrupção.

 

É que o desembargador Sebastião de Moraes Filho, do Tribunal de Justiça, negou uma queixa-crime apresentada por Emanuel Pinheiro contra o procurador Domingos Sávio Barros de Arruda, por injúria. É que o coordenador do Naco, órgão do Ministério Público, que tem como atribuição investigar agentes públicos que possuem direito a
foro privilegiado, durante a campanha eleitoral de 2020, perguntou numa enquete nas redes sociais se o eleitor votaria no paletó, no caso Emanuel, ou na camiseta, referindo-se a Abílio Júnior.
Na decisão do magistrado, ele entendeu que não houve o crime de injúria. O magistrado foi bem didático, ao explicar que a referência feita não pode ser encarada como lesiva à honra do prefeito, porque como o jargão já é de pleno conhecimento público, não pode ser considerado como crime de injúria. Pois é, a expressão “paletó” é
incômoda sem dúvida, mas o fato é que ela acabou ficando muito associada à imagem do prefeito, que aliás passou algum tempo evitando usar essa peça do vestuário.