A indústria é o principal setor que está empregando funcionários temporários. No primeiro quadrimestre de 2021, esse tipo de contratação cresceu 130% em comparação com os primeiros quatro meses de 2020.

O levantamento é da Employer, empresa especializada em serviços e tecnologia para Recursos Humanos.

A explicação para o “fenômeno”, conforme Vânia Montenegro, diretora de serviços de RH da Employer, são os atrasos nos cronogramas de entrega de matéria-prima.

Montenegro explica que a contratação temporária permite que as empresas atendam às demandas emergenciais e ganhem fôlego até conseguirem efetivar os trabalhadores novamente.

“A contratação temporária permite que as empresas adequem sua produção às oscilações de consumo no mercado, atendendo com agilidade as necessidades mais urgentes. Além disso, quando a situação estiver estabilizada, pode-se efetivar os temporários”, comenta.

Direitos do trabalhador temporário

(Foto: Burst / Pexels)

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela Lei 6.019/1974. Entre eles, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13º salário e férias proporcionais ao período trabalhado.

O funcionário também recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.

De acordo com a legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período.

“Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, como auxílio-doença, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios”, diz a diretora.

(Com Assessoria)