O Dia das Mães por si só já é uma data comemorativa muito especial para todas as mamães, seja de primeira, segunda ou terceira viagem, mas a comemoração deste domingo (9), será diferente para as gestantes e puérperas de Cuiabá, que possuem comorbidades, afinal, receberam como presente nessa sexta (7), a primeira dose da vacina contra a covid-19.

O anúncio do começo da imunização desse grupo de mulheres foi feito nesta semana pela primeira-dama da Capital, Márcia Pinheiro, junto com o anúncio da vacinação do grupo de pessoas com comorbidades, bem como pessoas com deficiência permanente, de 55 a 59 anos, e de pessoas com Síndrome de Down, a partir de 18 anos.

A professora Weslaine Stephane da Silva Gomes, de 29 anos, que está gestante de 15 semanas e tomou a primeira dose da vacina na sexta, no Centro de Eventos do Pantanal, disse que o momento era esperando, mas não achou que seria tão rápido.

“Não esperava ser vacinada agora, aguardava ser liberada pela rede do município, mas como professora, para voltarmos para as aulas presenciais. Hoje, após a primeira dose, eu estou um pouco aliviada, vou ficar mais quando tomar a segunda dose e quando acabar essa pandemia. A vacina é esperança sim, mas não adianta tomar vacina e não se cuidar, usando álcool em gel, máscara, tem que se prevenir e não ficar saindo, só quando for necessidade mesmo”, disse.

A educadora ainda ressaltou que desde antes da gravidez manteve os cuidados de Biossegurança orientados pelo Ministério da Saúde, e após a descoberta da gestação, essa proteção foi redobrada dentro de casa.

“Eu fico em casa o dia todo, como sou professora, trabalho de home office. Meu marido trabalha fora, mas quando ele chega em casa, antes de cumprimentar eu e meu outro filho, ele vai tomar banho e depois que vem”.

Já a fisioterapeuta, Graciele Tibaldi de Arruda, de 35 anos, faz parte do grupo de puérperas com comorbidades. Ela agradeceu a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em ter começado a vacinar as mulheres desse grupo de risco.

“Eu estava de home office esperando a minha vez e agora, graças à Deus, a prefeitura liberou. É uma sensação gratificante, emocionante, para gente, porque sabemos o risco que é essa doença. Eu acompanhei desde o início a pandemia, me afastei de todos por conta da gravidez, eu vi o quanto essa doença é impactante para qualquer pessoa, e no meu caso, grávida e puérpera, mais agravante ainda, porque se contrair a doença e ela se agravar, é muito ruim. A minha esperança é que tudo dê certo para tomar a segunda dose e ficar tranquila, claro, continuando a tomar todos os cuidados, como é recomendado fazer. Isso é um sopro de esperança e vida para gente”, desabafou.

A jovem Anna Paula Fernandes Delgado, de 24 anos, que está grávida de seis meses de seu primeiro filho, falou do medo que sentiu de ser contaminada na gestação e considerou a vacina como um presente dado pela comemoração do Dia das Mães.

“Vemos tanta gente morrendo por causa de covid, agora eu fico mais aliviada e tranquila de poder vacinar. Graças a Deus ninguém da minha família pegou covid, nem eu. Mas também não saio de casa pra nada, só quando é para ir ao médico mesmo, porque meu medo era de pegar esse vírus agora na gravidez. Então eu nem acredito ainda, não tenho sentimentos pra descrever o que estou sentindo”, comemorou.

Para Maria Luiza, de 30 anos, que está em estado de puerpério, a sensação também foi de alívio. “Feliz, ainda mais com a sensação de que a gente consegue passar anticorpos para o bebê, é um grande alívio. Eu aguardava ansiosamente por isso e foi realmente muito satisfatório, é um grande presentão com certeza, uma esperança que logo espero que todos tenham acesso, e de que a gente consiga logo estar livre disso com mais facilidade”.

A vacinação ocorre no Centro de Eventos do Pantanal, e todas as pessoas precisam fazer o pré-cadastro no site vacina.cuiaba.mt.gov.br e comparecer no local de vacinação com a documentação necessária para comprovar que fazem parte do grupo prioritário, além do QR Code do agendamento.

As grávidas devem levar o Cartão de Gestante, as puérperas (mulheres que tiveram bebê há até 45 dias) devem levar a certidão de nascimento da criança e os pacientes precisam apresentar um laudo médico, comprovando a doença.

(Da Assessoria)