A sede da Secretaria de Estado de Saúde já detectou mais de 80 casos de covid-19 entre seus servidores nas últimas semanas. A informação foi confirmada nesta terça-feira (20), pela presidente Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Carmen Machado, e pelo secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa.

O requerimento para convocar o secretário de Saúde e a presidente do Sisma foi apresentado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que pediu mais informações sobre o surto de covid-19 ocorrido na SES.

O secretário não negou o número de servidores infectados, ao ressaltar que boa parte dos funcionários é assintomático e que deste número, apenas quatro trabalhadores necessitaram de um auxílio hospitalar, mas sem apresentar sintomas graves.

A princípio, o prédio teria identificado apenas 15 casos de coronavírus entre os servidores. Contudo, no decorrer das semanas, os números aumentaram drasticamente, apontando, atualmente, mais de 80 casos

“Infelizmente tivemos esse episódio. Não é o primeiro na Secretaria de Saúde. Contudo, temos que reconhecer que esses fatos não ocorrem pela nossa vontade. Mas é necessário frisaer que, imediatamente, tomamos todas as providências sanitárias como testagem em massa de todos os servidores e afastamento daqueles que testaram positivo”.

O secretário ainda disse que na sede, muitos funcionários teimam em não usar máscaras, assim como também não seguem os protocolos de biossegurança e muitos, inclusive, se recusam a serem vacinados.

Em sua fala, Carmen alegou desconhecer as normas de protocolos sanitários citados por Figueiredo, ao classificar como ‘infecção em massa’, o surto de covid-19 no prédio. “Realmente, nós não temos esse domínio [de frear o surto de coronavírus]. Entretanto, é fundamental seguirmos as normas legais e sanitárias para com nossos trabalhadores”.

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Lúdio argumentou dizendo que percebe a insistência no atual governo em colocar os servidores em trabalho presencial.

“Qualquer oportunidade: a palavra sempre é vamos voltar. Como se o servidor não estando no local de trabalho, possa significar, que não estaria produzindo. A medida do teletrabalho é essencial. Porque o surto poderia ter sido controlado se nos primeiros casos todo mundo fosse isolado. Assim, a cadeia de transmissão não chegaria a esse patamar.

Por fim, Gilberto concordou em sentar e discutir o tema juntamente com o Sisma, para que possam cobrar dos servidores que cumpram as medidas de biossegurança e, assim, evitar a proliferação do vírus.