O ex-senador Cidinho Santos – novo presidente do diretório estadual do PSL – voltou a descartar, esta semana, em conversa com jornalistas, que estejam ocorrendo quaisquer articulações da legenda para pleitear a vice-governadoria, em uma eventual reeleição de Mauro Mendes(DEM). Ou mesmo que estejam ocorrendo articulações para garantir uma vaga na disputa ao Senado.

Ex-coordenador da campanha do governador democrata, em 2018, e amigos de longas datas de Mauro Mendes, o ex-senador e empresário do agronegócio, assevera que a intenção, neste momento, é reestruturar o PSL. Buscar novas filiações, com nomes fortes que possam disputar as proporcionais, nas eleições para deputados estaduais e federais.

Ex-coordenador da campanha do governador democrata, em 2018, e amigos de longas datas de Mauro Mendes, o ex-senador e empresário do agronegócio, assevera que a intenção, neste momento, é reestruturar o PSL.

Prometendo ainda enquadrar, já na próxima semana, os dois parlamentares [Ulysses Moraes e Delegado Claudinei] que têm, sistematicamente, realizado duras críticas à administração de Mendes, mesmo após Cidinho assumir o comando do PSL. Chegando a apontar que se não houver um alinhamento, ambos estariam livres para buscar novas siglas, com a abertura da janela partidária entre março e abril de 2022.

“Vamos estar aí conversando na semana que vem com os dois deputados, Ulysses e Claudinei, no sentido de articular um alinhamento. Nós entendemos a posição pessoal de cada um. Talvez os eleitores deles sejam diferentes dos eleitores do governador. Mas vamos buscar um consenso. Porém, se isto não ocorrer, deixaremos que eles busquem outras siglas, pois não temos como mantê-los no PSL”.

Para Cidinho, o mais importantes neste momento é ampliar, com mais um nome, a bancada pesselista, na Câmara Federal, já que o partido já tem Nelson Barbudo como deputado federal. E pelo menos manter as quatro cadeiras da legenda, na Assembleia Legislativa.

“Estamos neste momento, buscando novas filiações, temos aí novos nomes que estaremos revelando dentro em breve. E
reestruturando o PSL, para as eleições de 2022. Em particular, nas disputa nas proporcionais. Além da intenção de fortalecer a base de Mauro Mendes, aguardando a decisão do governador sobre sua reeleição. Assim, o que queremos neste momento é pelo menos manter a bancada que temos hoje na Assembleia Legislativa, que possui hoje quatro deputados – Ulysses Moraes, Delegado Claudineu, Elizeu Nascimento e Gilberto Cattani -, e lutarmos para termos dois federais”.

Voltando a reiterar que o projeto do PSL é ajudar o governo, sem nenhuma contrapartida, para assegurar cargos na disputa do ano que vem. Sob o argumento, que como ele, boa parte da população vem observando os resultados positivos da gestão do governador democrata em Mato Grosso.

“Nosso projeto é ajudar o governador, sem pleitear nenhum cargo. Agora, se mais lá na frente houver esta necessidade, claro, poderemos estar aí compondo. Muita gente ficou preocupado, achando que nossa ida para a base do governador teria, como contrapartida, a exigência de estarmos participando com cargos ou com nomes para as eleições de 2022. Isto não existe. Esta negociação nunca ocorreu. O que quereos é apenas fortalecer a base do governador. Fui coordenador da campanha do Mauro[2018]. Estamos satisfeitos, aliás, acho que a maioria da população está satisfeita com os resultados dos trabalho que o governador vem realizando em Mato Grosso. Agora, claro, gostaria, sim, de disputar o Senado. Mas não agora. Quem sabe futuramente”.