Primeira-dama foi um dos alvos da Operação Capistrum e teve celular apreendido durante busca

Conversas via WhatsApp, encontradas no celular da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, revelam que seu filho, o deputado federal Emanuelzinho (PTB), pediu a ela um cargo para nomear uma pessoa, além da renovação de contrato de outra, na Secretaria Municipal de Assistência Social.

A troca de mensagem é do dia 27 de junho de 2017 e faz parte de um relatório do Ministério Público Estadual (MPE) feito com base em documentos e celulares apreendidos durante buscas e apreensões na Operação Capistrum.

Nessa época, Emanuelzinho ainda não era deputado federal.

A operação, deflagrada no dia 19 de outubro, e que afastou o prefeito Emanuel Pinheiro (MPE) do cargo, apura a existência de uma organização criminosa montada para acomodar indicações de políticos aliados em cargos na Secretaria da Saúde – inclusive com pagamentos ilegais de “prêmio saúde” de até R$ 5,8 mil.

A conversa entre e mãe e filho, segundo MPE, é mais uma prova de que Márcia Pinheiro – que também é acusa de participar do esquema – exercia alto poder de influência nas nomeações de cargos comissionados não só na Saúde, mas em outras secretarias.

Conforme o relatório do MPE, o diálogo começa às 15h21m07 (UTC – sigla em inglês para Tempo Universal Coordenado), ou 11h21m07 de Mato Grosso, quando Emanuelzinho questiona a primeira-dama.

“Mãe. Consegue 1 vaga na assistência social e uma renovação de contrato? Te explico de quem são. Chegando em Cuiabá”, diz.

Às 11h56m22s, Márcia responde: “Tá. Passa pra mim”.