Deputado cita prioridades do partido para 2022 e vagas que ficam disponíveis para aliados

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco afirmou que a fusão entre DEM e PSL impulsiona ainda mais a candidatura à reeleição do governador Mauro Mendes em 2022.

Ele citou como exemplo a ampliação do arco de aliança do governador nos municípios, com a junção de mais quatro prefeitos do PSL, e disse ver engrandecimento da nova legenda.

“O partido cresce muito, o Mauro Mendes ganha muito com isso e fortalece a prioridade do partido aqui, que é a reeleição do governador”, disse.

“Eu vejo que o governador ganha com isso, o DEM ganha mais força. E ter força é ter nomes”, acrescentou.

De acordo com Dilmar, além de garantir mais quatro anos à frente do Palácio Paiaguás, a nova legenda segue tendo como prioridades de uma a duas vagas na Câmara Federal e se manter como a maior bancada da Assembleia Legislativa. Atualmente, duas cadeiras são ocupadas por democratas e quatro por pesselistas.

“Vamos deixar aberto para as composições partidárias duas possibilidades: tanto para vice [de Mendes] quanto o Senado”, disse.

Terceira via

Apesar de ventilado que o principal objetivo do partido seja lançar um nome como terceira via na corrida pelo Governo Federal, Dilmar diz que não vê isso como o foco da fusão.

“Não estamos fazendo fusão para ser adversário de A ou B. É uma oportunidade de crescer o partido, porque partido que não cresce, que não tem posicionamento, não é lembrado”, afirmou.

“Agora o partido tem nomes suficientes até para tentar uma disputa presidencial”, completou.

União Brasil

A criação da nova legenda foi aprovada pelo dois partidos na quarta-feira (6). Agora, será formada uma comissão instituidora, que enviará o processo de fusão ao TSE.

A expectativa é que o partido seja oficializado pela Justiça até fevereiro e já tenha número nas urnas nas eleições do ano que vem.

O União Brasil nasce com 81 deputados federais e se tornará a maior bancada da Câmara Federal, desbancando o PT que, desde 2010, ocupa o posto.