O vereador Dilemário Alencar (Podemos) encaminhou um ofício ao presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná (MDB), exigindo a presença da oposição na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá apurar o escândalo dos medicamentos vencidos no depósito da Prefeitura de Cuiabá.

No ofício, Dilemário sustenta que, se não houver alguém da oposição na relatoria da CPI, os trabalhos ficariam sob suspeita e “sem credibilidade perante a opinião pública”.

O pedido foi reforçado durante a sessão de quinta-feira (29).

“Se não tiver como relator um dos vereadores que foi fiscalizar, a CPI que foi colocada pelos vereadores da base vai ficar sob suspeita, porque se não fossem eles, nunca viria à tona o escândalo dos medicamentos vencidos e a população nunca ficaria sabendo”, disse.

“Espero que tenham bom senso nessa casa. Se não for assim, não será uma CPI de verdade. Será uma CPI fake news, pra inglês ver. Vai repetir o que foi a CPI do Paletó”, acrescentou.

Remédios vencidos

A denúncia foi feita pelos parlamentares da oposição, Diego Guimarães (licenciado), Maysa Leão, tenente-coronel Marcos Paccola, todos do Cidadania, e Michelly Alencar (DEM), no dia 23 deste mês.

Na sessão de terça-feira (27), porém, o grupo foi surpreendido pelo pedido de abertura da CPI ser proposta pelo vereador Lilo Pinheiro (PDT), que é da base do prefeito. Desde então, temem que a investigação acabe em “pizza”.

Investigação

A questão dos medicamentos vencidos também já virou assunto de polícia. Um inquérito foi aberto pela Delegacia de Combate à Corrupção para ser apurado. A investigação está sendo conduzida pelo delegado Eduardo Botelho, titular da unidade, que ainda faz o levantamento de todo o estoque encontrado.

Ele já adiantou que deverá ouvir os responsáveis pelo depósito e a secretária de Saúde de Cuiabá, Ozenira Félix.

Além disso, o caso também deve ser acompanhado pelo Ministério Público Estadual (MPE).