O secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, afirmou já ter acionado o Ministério da Saúde para tentar solucionar o problema causado pela alteração de local de fornecimento de oxigênio de duas empresas privadas que atendem a cerca de 50 municípios do Estado.

As empresas relatam dificuldade de logística, uma vez que o abastecimento das cargas era realizado na cidade de Cubatão, em São Paulo, e foi transferido para o Rio de Janeiro, sem aviso prévio – aumentando o tempo de viagem dos caminhões.

“Estamos fazendo gestão junto ao Governo Federal para ajustar a logística de transporte para fornecimento de oxigênio às empresas distribuidoras”, disse ao MidiaNews.

“Do dia para noite, o fornecimento deixou de ser via São Paulo para ser via Rio de Janeiro. Aumentou muito a distância. Assim, não tem planejamento que dê certo”, criticou.

Do dia pra noite o fornecimento deixou de ser via São Paulo para o Rio de Janeiro. Aumentou muito a distância. Assim não tem planejamento que dê certo

Neste domingo, uma das empresas emitiu uma notificação extrajudicial afirmando que havia risco de desabastecimento em 28 municípios do Norte do Estado a partir do final desta manhã (leia AQUI).

Por meio de nota, a SES afirmou que, neste momento, não existem veículos disponíveis no País para ampliação da frota e que se o Governo Federal – que coordena a logística de fornecimento de oxigênio no país – fizer a sua parte, o problema será resolvido.

“O Governo já acionou o Ministério da Saúde para ajudar a restabelecer as condições e garantir o abastecimento nestas cidades. Segundo os dois distribuidores, se for resolvida a logística do local de embarque o problema estará solucionado”, pontuou a Pasta.

Hospitais do Estado

Segundo a SES, a gestão atual tomou as providências necessárias para garantir o contínuo fornecimento de oxigênio nos hospitais de sua responsabilidade, não havendo risco de desabastecimento nessas unidades.

“Entre as medidas adotadas estão os aditivos contratuais, aumento de reservatórios e diálogo com fornecedor sobre logística. Apesar do consumo 250% maior que a média normal, neste momento, o abastecimento na rede estadual está garantido”, afirmou.

Falta de medicamentos

A pasta ainda destacou que, neste momento, a falta ou baixos níveis de estoque de medicamentos para UTIs é uma realidade em todo o país, mas que já realizou compra antecipada destes medicamentos em 2020 e “não existe, até o momento, risco de desabastecimento para as UTIs sob sua responsabilidade”.

“O Governo também monitora as UTIs privadas e dos hospitais municipais para ajudar a evitar o desabastecimento. O Ministério da Saúde também é quem coordena, neste momento, todas as ações para tentar garantir o fornecimento desses medicamentos no país”, ressaltou.

Veja a íntegra da nota:

Sobre a falta de oxigênio e medicamentos para UTIs, o Governo de Mato Grosso esclarece:

1- A Secretaria de Estado de Saúde tomou todas as providências necessárias para garantir o contínuo fornecimento de oxigênio nos hospitais de sua responsabilidade. Entre as medidas adotadas estão os aditivos contratuais, aumento de reservatórios e diálogo com fornecedor sobre logística. Apesar do consumo 250% maior que a média normal, neste momento, o abastecimento na rede estadual está garantido. 

2- Nos últimos 3 dias, dois distribuidores privados de oxigênio, que atendem à aproximadamente 50 municípios, alertaram para a dificuldade de logística, pois o abastecimento das cargas era realizado na cidade de Cubatão, em São Paulo, e foi transferido para o Rio de Janeiro. O fato está causando um tempo maior de transporte e, com isso, risco de desabastecimento. Neste momento não existem veículos disponíveis no país para ampliação da frota;

3- O Governo já acionou o Ministério da Saúde, que coordena a logística de fornecimento de oxigênio no país, para ajudar a restabelecer as condições e garantir o abastecimento nestas cidades. Segundo os dois distribuidores, se for resolvida a logística do local de embarque o problema estará solucionado;

4- A falta ou os baixos níveis de estoque de medicamentos para UTI é uma realidade em todo o país;

5- A Secretaria de Estado de Saúde já realizou compra antecipada destes medicamentos em 2020 e não existe, até o momento, risco de desabastecimento para as UTIs sob sua responsabilidade.

6- O Governo também monitora as UTIs privadas e dos hospitais municipais para ajudar a evitar o desabastecimento.

7- O Ministério da Saúde também é quem coordena, neste momento, todas as ações para tentar garantir o fornecimento desses medicamentos no país. 

Governo de Mato Grosso