Olhar Direto

Apesar da preocupação mundial, o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que não há motivos para que a população entre em pânico com a possibilidade de uma nova variante vinda da Índia já esteja circulando no estado.

O gestor também ameniza o fato de Mato Grosso ter registro da circulação de 8 cepas diferentes do vírus, já que, segundo ele, não há comprovação de que elas sejam mais nocivas.

A preocupação com a variante (B.1.617) tem preocupado o mundo, pois os casos de Covid-19 provocados por ela aumentou consideravelmente na Índia, seu provável local de origem. Nas últimas semanas, a cepa também foi detectada em outros 44 países de todos os seis continentes.

O Brasil confirmou oficialmente nesta quinta-feira (20) o primeiro caso dessa linhagem. Ele foi identificada em um indiano de 54 anos que deu entrada em um hospital da rede privada em São Luís na sexta-feira, 14. Ele era um tripulante do navio MV Shandong da ZHI, embarcação que veio da Índia. A confirmação da chegada da cepa à Argentina também ligou recentemente o sinal de alerta.

“Está sendo monitorado e não há motivo para ter esse tipo de pânico nesse momento. Se acontecer vamos adotar as medidas sanitárias necessárias, mas não há essa preocupação. Como tem muita informação, as pessoas se preocupam. Não há confirmação de que as variantes estão circulando em Mato Grosso sejam mais nocivas do que o coronavírus original”, disse ao Olhar Direto.

3ª onda

Apesar de afirmar que é preciso manter o alerta para os riscos da Covid-19, o secretário amenizou fala que ele próprio deu em entrevista na manhã desta quinta-feira (20). De acordo com Gilberto, a procura por internação nos leitos dos hospitais estaduais teve aumento nos últimos dias, mas que não há como afirmar com todas as letras que Mato Grosso inicia uma terceira onda da pandemia.

“Nós tivemos a segunda onda e ela se estabilizou num patamar muito alto, não dá ainda para afirmar tecnicamente que estamos em uma terceira onda. O que existe são alguns sinais pontuais de crescimento, que não dá para garantir que é uma terceira onda acontecendo. Não estamos torcendo para se ter uma 3ª onda, mas alerta a gente sempre tem que ter durante a pandemia”, explicou.