O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a apelar à população para que ajude a combater a disseminação da Covid-19 e salientou que o problema, hoje, não é falta de recursos do Estado para abrir mais leitos de UTI, mas a ausência de mão de obra, insumos e medicamentos disponíveis no mercado.

O democrata afirmou que o Estado tem feito tudo o que está ao seu alcance para estruturar o sistema público de Saúde, mas que agora encontra-se praticamente de mãos atadas.

Como exemplo, ele citou que Mato Grosso não tinha nenhuma UTI exclusiva para a Covid no início de março de 2020 e que, agora, conta com 535 unidades entre pactuadas, cofinanciadas e próprias.

“Estamos em processo de abertura de mais 120 UTIs e 500 leitos clínicos. O problema não é dinheiro, meus amigos. Temos recursos para abrir outras centenas. Mas dependemos de profissionais de saúde, que estão escassos, que estão trabalhando no limite”, afirmou.

“Precisamos de remédios para UTIs, que dependem do Governo Federal. E de vacinas, que estão chegando aos poucos. Estamos negociando com laboratórios para aquisição direta de vacinas, agora que recebemos a permissão de compra pela Justiça e pelo Governo Federal, mas não é um processo que ocorre do dia para a noite”, completou.

Mendes citou que Mato Grosso hoje lidera ranking dos estados com a menor adesão da população ao distanciamento social, conforme dados do site InLoco, sendo que a medida é, de acordo com a comunidade científica, fundamental para reduzir o contágio e, consequentemente, o número de mortes.

Nos últimos dias, o Estado chegou a bater recorde de mortes, com 125 óbitos registrados em apenas 24 horas.

“Se a população não colaborar e praticar o distanciamento e as medidas que todos conhecemos, nunca teremos leitos suficientes. Precisamos de cada um de vocês para superar essa situação difícil e evitar que mais vidas sejam perdidas. Por isso, vamos fazer um pacto pela vida, e travar uma guerra contra a aglomeração”, pediu.

“Nós precisamos da colaboração da população e dos demais poderes. Sozinhos, nós não vamos vencer essa guerra contra o vírus. Precisamos todos nos unir em uma verdadeira guerra contra o vírus, para vencer essa pandemia”, concluiu.