Um mapa feito a partir dos depoimentos dos agentes da Operação Exceptis indica que os policiais civis sofreram cerca de 200 ataques de criminosos em ao menos 61 pontos diferentes do Jacarezinho, no dia 6 de maio. As informações são do jornal O Dia.

De acordo com o documento, os ataques se direcionaram às equipes do Departamento de Polícia Geral Especializada (DPGE), a Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) e também aos helicópteros da Polícia Civil.

– Se você analisar que em cada ataque tem um grupo de no mínimo cinco policiais, são mais de 500 tentativas de homicídio praticadas pelos traficantes, sendo que em muitas delas um mesmo policial foi vítima por mais de uma vez e em mais de uma localidade – disse o diretor do DPGE, Felipe Curi.

O delegado Fabrício Oliveira, coordenador da Core, se embasou nos dados durante Audiência Pública Extraordinária, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (25). Oliveira citou apenas 100 ataques para ser conservador, mas o dobro foi contabilizado.

– Quando a gente analisa esse número, mais de 100 ataques pesados a equipes de policiais, e a gente verifica o resultado final de 27 delinquentes mortos em confronto com a polícia, a gente percebe que desproporcional não foi o resultado da operação. Desproporcional foi a agressividade e os ataques desses criminosos à polícia – declarou.

Segundo o agente, os tiros começaram por parte dos criminosos, e por muita vezes não foram revidados pelos policiais. Ele lembrou ainda ter realizado outras operações em que não houve mortes, pois os criminosos não reagiram.

– A opção pelo confronto, ela não é da polícia, ela é do criminoso. O policial não tem o direito de reagir, mas o dever de reagir: se a principal função do policial é defender a sociedade, é defender o policial que está ao seu lado, como ele vai defender se ele não reagir e defender a sua própria vida.

A Operação Exceptis resultou em 28 mortes, sendo 27 de suspeitos de envolvimento com o crime, e 1 policial. Somente no local onde o agente André Frias foi morto, seis ataques foram computados.