O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), se reúne nesta segunda-feira (07.06) com governadores que participam dos consórcios do Nordeste e da Amazônia Legal, juntamente com membros da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Fundo Russo para definir a quantidade de doses que serão liberadas para importação da vacina Sputnik V, imunizante contra a covid-19 produzido na Rússia.

O quantitativo autorizado pela Anvisa deve ser inicialmente de no máximo 1% do público-alvo – o mesmo vale para o imunizante indiano Covaxin. Dessa forma, o Estado da Bahia pode importar o maior volume, de 300 mil doses, seguida por Pernambuco (192 mil), Ceará (183 mil), Maranhão (141 mil), Piauí (66 mil) e Sergipe (46 mil). O aumento do uso vai depender de avaliações períodicas feita pela agência.

Apesar de Mato Grosso tentar adquirir, por meio de compra direta, 1,2 milhão de doses, os dados devem ser definidos no encontro. Os consórcios previam a aquisição de 37 milhões de doses, mas com as restrições definidas pela Anvisa esse número pode ser bem menor. O grupo garantiu, até o momento, a compra de 10 milhões de doses.

As vacinas Sputnik V e Covaxin foram aprovadas para importação e uso pela Anvisa com ressalvas. A agência argumentou que os dois imunizantes preenchiam os pré-requisitos básicos para permissão de importação, mas ainda faltavam documentos a serem apresentados.

Com as novas exigências, Mendes e os representantes dos consórcios farão uma reunião com o fundo russo nesta segunda-feira para avaliar os documentos necessários para o pedido emergencial. O imunizante tem 91,6% de eficácia contra o vírus e é usado em 68 países.

Ao todo, Mato Grosso recebeu desde o início da vacinação 1.398.350 doses de imunizantes contra a covid-19, que foram distribuídos aos 141 municípios.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (06.06), 415.928 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 11.165 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.  Nas últimas 24 horas, foram registradas 24 vidas perdidas. Há 454 internações em UTIs públicas e 388 em enfermarias públicas; taxa de ocupação está em 85% para UTIs e 43% em enfermaria.