Nesta última segunda-feira(31), no lançamento da Operação Amazônia Arco Norte, no Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, no Parque Mãe Bonifácia, o governador voltou a falar em desperdício de dinheiro, ao se referir à realização de um plebiscito para que a população possa escolher qual dos modais quer para a capital, se o Veiculo Leve Sobre Trilho ou o Bus Rapid Transit. Ao cobrar explicações do prefeito Emanuel Pinheiro(MDB), porque ele estaria realizando uma defesa tão ferrenha ao modal, se ‘todos sabem que o VLT seria filho da corrupção’.

Ressaltando que as pessoas já saberiam porque Silval Barbosa teria definido pelo VLT, já que em sua delação premiada na Justiça, o ex-governador teria dito que a escolha foi pautada para construir um esquema de desvio de dinheiro público.

Nós enterramos este filho da corrupção, assim nós precisamos questionar a insistência do prefeito Emanuel Pinheiro em defender tanto o modal. Porque o Silval já disse porque ele queria o VLT em sua delação premiada com a Justiça. Agora precisamos saber, porque o Emanuel quer tanto ele.

“Nós enterramos este filho da corrupção, assim nós precisamos questionar a insistência do prefeito Emanuel Pinheiro em defender tanto o modal. Porque o Silval já disse porque ele queria o VLT em sua delação premiada com a Justiça. Agora precisamos saber, porque o Emanuel quer tanto ele. O que será que está por trás disso: É importante que as pessoas questionem sobre tamanho interesse?”.

Ao voltar a responder à jornalistas sobre a decisão da Prefeitura de Cuiabá em pagar os custos do plebiscito, aprovado pela Câmara de Vereadores, em regime de urgência, no final de maio. Reafirmando que a consulta do modal seria desperdício de dinheiro público, e ressaltar que o plebiscito, caso seja feito, teria quer ser realizado nos 141 municípios de Mato Grosso.

“O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana já aprovou isso. Então eles ficam lá esperneando, gastando dinheiro público, que não vai produzir nenhum resultado. É lamentável isso, é jogar dinheiro público na lata do lixo. É isso que eles vão fazer”, voltoy a explicar o governador.

E ao reiterar a pergunta à Pinheiro sobre seu interesse na obra do VLT na capital, Mendes – mais uma vez -, voltou a argumentar sobre a eficiência do BRT. Apontando um custo mais barato na sua implantação e na tarifa ao usuário.

“Nós sabemos que o BRT tem um custo mais barato, traz unidades operacionais, com habilidade para ampliações futuras e vai atender muito bem, a um custo tarifário muito menor. Sem falar que dará mais comodidade aos usuários. Será totalmente elétrico. Aliás, tenho visto algumas pessoas que para defender o VLT percisam de usar do expediente da mentira, dizendo que ele será a diesel, quando isto é uma mentira gigantesca”.

Reforço

No lançamento da operação contra crimes ambientais, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, reforçou a tese ao BRT, ao pontuar que tem sido cumpridas todas as etapas do modal junto à população, lembrando que já teria sido realizada audiência pública, determinada pela Justiça Federal, na Câmara de Vereadores. E ainda que o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande[Codem] teria, igualmente, aprovado o BRT.

Frisando que a consulta popular será feita com dinheiro do Estado. “É preciso lembrar que este plebiscito será realizado com recurso do Estado de Mato Grosso. Então fe vamos realizar este gasto, vamos precisar fazer este plebiscito no Estado todo. Porque este Estado pertence a sociedade mato-grossense. Assim se for fazer um plebiscito, temos que ouvir todos os municípios do Estado, não só Cuiabá e a Baixada Cuiabana”.

Outra pessoa que saiu em defesa do BRT foi a deputada Janaina Riva(do mesmo partido do prefeito, o MDB), ao afirmar que o processo de plebiscito proposto pela Câmara de Vereadores de Cuiabá, pode postergar ainda mais o término das obras do novo modelo de transporte que vai atender as cidades.

Para a deputada, ainda que seja essencial ouvir a população, é necessário lembrar, contudo, que já foram apresentados estudos, houve a aprovação do Codem ao BRT e ainda na Assembleia, para a troca do modal.

“A escolha do modal tem que ser uma escolha do governador, até porque se tem que ter recurso, vontade, e disposição em fazer acontecer, então a palavra final é dele. A minha preocupação é que esse plebiscito mais uma vez faça com que a gente fique sem modal nenhum”, ainda explicaoua parlamentar.

Na última semana, o prefeito emedebista, ao comemorar o projeto aprovado na Câmara, sobre a consulta popular , chegou a mencionar que os custos seriam bancados pela prefeitura. E que somente estaria esperando a Casa de Leis obter uma resposta oficial do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso sobre aprovação desse projeto de lei, para preparar o plebiscito. Inicialmente, o plebiscito tem uma previsão de custos de aproximadamente R$ 4 milhões.