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Vice-presidente do Democratas em Mato Grosso, o ex-governador Júlio Campos respondeu às declarações do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que garantiu ter o apoio da “alta cúpula” da legenda em uma eventual candidatura ao governo do Estado.

Sempre lúcido às questões partidárias, Campos disse “desconhecer” a informação e enfatizou que alguns apoios podem ocorrer, só que de forma isolada. “Eu não vejo essa divisão no DEM e, se existe, não chegou a grande cúpula. Pode até haver uma dissidência no interior do Estado, o partido é grande. Pode ter algum prefeito que tenha uma simpatia por uma possível candidatura do Emanuel, mas isso não significa a cúpula partidária”.

A fala ocorreu quando o Democrata comentava sobre articulações do partido para eleições de 2022, durante a entrega da Escola Estadual Professora Arlete Maria da Silva, em Várzea Grande. No mesmo dia mais cedo, o prefeito cuiabano chegou a afirmar que a ala do Democratas que “tem voto” já flerta com a sua possível disputa ao Palácio Paiaguiás.

Apesar da investida do emedebista, o ex-senador deixou claro que a legenda está focada em se reestruturar para o próximo pleito. As movimentações têm como objetivo preparar o cenário para uma eventual reeleição do governador Mauro Mendes (DEM), que é principal desafeto político de Pinheiro.

Na noite de terça (18), lideranças do partido se reuniram para debater sobre o assunto na casa do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho.“Vamos preparar uma chapa de deputado estadual e uma chapa forte de Federal. Do jeito que está agora, não temos ninguém. Temos potencial para fazer dois federais e 4 estaduais, porque o ganho que o governo Mauro Mendes está fazendo em termos de obras e melhorias em todo o estado pode beneficiar o DEM”.