O colapso na rede pública de saúde por conta do aumento acelerado de casos da Covid-19 também já é rotina nos hospitais particulares de Cuiabá. De acordo com Sindicato dos Estabelecimentos de Serviço de Saúde em Mato Grosso (Sindessmat), as unidades privadas estão atuando com quase 100% das UTIs ocupadas.

Conforme nota divulgada pelo sindicato, até a última quinta (4), os hospitais não haviam reportado lista de espera para UTI ou registros de falta de oxigênio. O Sindessmat ressaltou que houve aumento no número de internações e que algumas instituições ainda possuem capacidade de ampliar leitos exclusivos para tratamento da Covid-19.

O sindicato ainda apontouque, cerca de 50% dos atendimentos no pronto-atendimento de hospitais particulares da Capital atualmente são de casos suspeitos da Covid-19 ou síndrome respiratória aguda grave.

O atendimento aos procedimentos eletivos também foram suspensos nas unidades privas, seguindo orientações do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT).

“A decisão, porém, fica a critério do médico que está acompanhando o paciente em relação a possibilidade ou não de aguardar determinados procedimentos, pois existem situações que são consideradas eletivas, mas que a demora ou o adiamento da cirurgia pode ser prejudicial ao paciente”, diz trecho da nota.

Colapso na saúde 

Em boletim divultado neste domingo (7), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), a taxa de ocupação das UTIs chegou a 98,96%, em Mato Grosso. Até ontem, 59 pacientes com Covid-19 esperavam por um leito.

São 476 internações em UTIs e 412 em enfermarias, que têm taxa de 49% de ocupação.

Nas últimas 24 horas, a SES registrou 365 novos casos da doença e 23 mortes. Em Mato Grosso, 10.053 mil estão em isolamento domiciliar.

Os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 são Cuiabá (56.231), Rondonópolis (20.440), Várzea Grande (16.420), Sinop (13.322), Sorriso (10.540), Tangará da Serra (10.186), Lucas do Rio Verde (9.513), Primavera do Leste (7.794), Cáceres (5.752) e Nova Mutum (5.164).