O Governo do Estado confirmou que está com negociações em curso para a venda do “naming rights” (direitos de nome) da Arena Pantanal. O valor ideal para o Governo, segundo o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Alberto Machado, seria de R$ 8 milhões anuais.

Isso, no entanto, não quer dizer que este será o valor do contrato, uma vez que o montante ainda deverá ser calculado.

Com o “naming rights”, a empresa ganha o direito de ter o nome associado à Arena, além de usufruir espaços dentro dela e realizar eventos em determinadas datas.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta semana, Machado afirmou que haveria interesse da montadora Nissan e de pelo menos duas empresas ligadas ao agronegócio.

“Mato Grosso tem uma possibilidade gigante: temos indústrias, temos o agro muito forte. Sempre imaginei, num primeiro momento, que o agro seria o primeiro interessado”, disse.

“Mas antes mesmo de a gente finalizar, houve conversas com a Nissan, eles acharam interessante o projeto. Fizemos um mídia kit, enviamos para eles e agora estamos aguardando o posicionamento”, afirmou.

Conforme Machado, esse expediente é usado em todo o Brasil nas grandes arenas para diminuir os custos operacionais dos gestores.

Apesar do interesse das empresas, haverá um chamamento público em que as grupos poderão ofertar valores pela gestão.

Antes disso, porém, o Governo ainda precisa fazer um desenho de como será o contrato. É preciso, por exemplo, definir como a empresa vai usufruir de seu direito de dar nome ao estádio, como datas e espaços que poderá usar.

De acordo com o secretário, do montante planejado, R$ 6 milhões seriam usados apenas para a manutenção anual do estádio – custo operacional –, enquanto o restante poderia ser usado para investimento em ações sociais e esportivo no entorno, atividades essas que seriam intensificadas após o fim da pandemia da Covid-19.

“Acho que seria a forma mais inteligente de utilização daquele estádio, para que a iniciativa privada fizesse o uso de marketing promocional ou comercial que cabe a ele e que a gente consiga diminuir os custos da Arena com o poder público”, afirmou.

“Nós temos um Estado importante, o maior produtor do agro do mundo. Somos uma referência em relação a isso. Acho que as possibilidades são inúmeras com o Cuiabá na Série A. Então, acho que qualquer empresa que esteja buscando se conectar, se relacionar com o Centro-Oeste, com Mato Grosso, o naming rights é uma opção”, completou.

Apenas este ano, a Arena Pantanal já recebeu 32 jogos, sem contar treinos. Com o Cuiabá na Série A, o estádio deve sediar, pelo menos, mais 18 partidas este ano.