Após sete anos em construção e décadas de espera, a ponte sobre o rio Madeira, na região de Abunã em Porto Velho, será inaugurada na próxima sexta-feira (7). Localizada na BR-364, a ponte vai facilitar o acesso ao estado do Acre, que atualmente é feito por balsa, e gera expectativa no setor produtivo dos dois estados para o desenvolvimento econômico da região.

A estrutura de quase 2 quilômetros de extensão começou a ser construída em 2014 e teve cerca de R$ 140 milhões gastos nas obras. Após diversas paralisações na construção, inclusive em 2020 por causa da pandemia, o Ministério da Infraestrutura confirmou no final de abril deste ano a data para a inauguração da ponte.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estima que, após liberado o tráfego, vão passar por dia pelo local cerca de 2 mil veículos, número que deve aumentar de 3% a 5% ao ano.

Desenvolvimento econômico

Com a maior facilidade para se chegar ao estado vizinho, o presidente da Federação de Agricultura do Acre, Assuero Veronez, acredita que vai ser possível viabilizar o desenvolvimento econômico da região.

“A ponte significa um monte de coisas, desde o barateamento do frete, desde uma ligação mais rápida, mais eficiente, e traz estímulos para investimentos, pois as pessoas passam a acreditar mais no potencial que a região tem. É a terceira maior ponte do país. Isso estimula o investimento, as pessoas passam a acreditar na região. Tira um pouco aquele desalento, aquele desânimo, que as vezes as pessoas são tomadas, pela falta de atenção dos governos com a região: é a estrada que não presta e quando chega em uma balsa para atravessar, mais ainda. Eu vou investir em um lugar que nem uma ponte tem em um rio?”, disse em entrevista à rádio CBN.

Gilberto Batista, superintendente da Federação das Indústrias de Rondônia, também acredita no potencial econômico da região e explica que a ponte também vai ajudar no desenvolvimento dos distritos de Porto Velho que ficam do outro lado do rio.

“Essa ponte integra Porto Velho com Porto Velho. Temos um rio no meio do município de Porto Velho que deixa uma população, desde Fortaleza do Abunã até Extrema e Nova Califórnia, desassistida em parte pelos serviços da prefeitura. Nem pertencimento total aquela população tem com o município de Porto Velho. Se sentem mais pertencentes ao Acre do que a Rondônia. Sobretudo essa ponte vai ligar Porto Velho a Porto Velho, Rondônia a Rondônia”.