Um empresário registrou uma denúncia na Polícia Civil, na quinta-feira (8), após estelionatários anunciarem falsa venda de vacinas para Covid-19 em grupos de WhatsApp. O caso ocorreu em Confresa (a 737 km de Cuiabá).

Segundo a ocorrência, os golpistas fingiam ser representantes da rede de drogarias que o empresário é proprietário e anunciaram a disponibilidade de vacinas para que as vítimas pudessem comprar com eles.

O texto da mensagem comunica a disponibilidade de 20 vagas por dia para pessoas que tenham interesse em se vacinar contra o novo coronavírus e estabelece os valores das vacinas, sendo: Coronavac por R$ 225, Pfizer por R$ 295 ou Janssen por R$ 379.

O dono da rede de drogarias ficou sabendo do golpe após um cliente ligar perguntando sobre as vacinas. Sem entender, o empresário perguntou mais detalhes a pessoa, que informou ter visto a informação em um grupo de WhatsApp.

A Vigilância Sanitária do Município também recebeu a mensagem e compareceu a drogaria para fazer a fiscalização, constatando se tratar de uma fake news.

Diante dos fatos, o empresário compareceu na Delegacia da Polícia Civil e registrou a ocorrência contra os suspeitos. A Polícia do Município agora investiga para conseguir identificar os autores do crime.

 

Golpe antigo

A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) já havia alertado a população, no final de março, sobre as vendas falsas que estavam circulando em grupos do WhatsApp.

O delegado da Decon, Rogério Ferreira, alertou que o Congresso Nacional havia aprovado o projeto de lei que permite que empresas privadas adquiram vacinas. No entanto, as doses seriam doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), para distribuição enquanto durar a vacinação nos grupos prioritários.

A Polícia Civil ainda reforçou o alerta ao garantir que não há vacinas sendo comercializadas ou aplicadas em farmácias, clínicas ou em empresas particulares.

E ressaltou a importância da população não comprar ou negociar vacinas por telefone ou por mensagens de WhatsApp, uma vez que pode se tratar de tentativa de estelionato.

Hoje, a vacinação é restrita apenas ao SUS, sem nenhum custo financeiro à população.