Suplente do senador Jayme Campos, Fábio Garcia – que permanece também como presidente do DEM, em Mato Grosso -, assegurou nesta última segunda-feira(10) que, muito breve, ele estará reunindo os principais líderes da executiva do partido para dar início aos debates eleitorais, na construção de chapas fortes para deputados estaduais e federais, na disputa à proporcional, nas eleições de 2022 e, sobretudo, na reeleição do govenador Mauro Mendes(DEM).

Ao explicar que teria sido acordado entre os seus membros que esta antecipação seria evitada este ano, em respeito à pandemia da covid-19. E que tudo na vida tem prioridade, mas se os membros da executiva acham que esta discussão precisa ser feita, não há nenhum empecilho para que ela ocorra. E, assim, sendo reformada as discussões anteriores de não se falar em eleições, em meio a maior crise da pandemia, quando milhares de pessoas estavam morrendo no Brasil e, em particular em Mato Grosso.

Temos muito tempo. Temos aí um 1 ano e seis meses para as eleições. Vamos ter bastante tempo para formar o partido. Na vida tem tempo pra tudo. Tem prioridade pra tudo, e a prioridade foi a pandemia, em respeito aos mato-grossenses.
“Vamos conversar com todos os membros da executiva do DEM, para que a gente possa se reunir, pois o partido, não tenho dúvida, tem muita força política. Temos deputados muito fortes como os deputados estaduais Eduardo Botelho[uma liderança muito forte], ex-presidente da Assembleia, e Dilmar Dal Bosco[lider do governo no parlamento]. Ainda temos o senador Jayme Campos, o ex-governdor Júlio Campos, e temos o governador Mauro Mendes. Vamos nos sentar e juntos organizaremos essa força política, para chegarmos fortes e preparados para eleições 2022”, disse Fábio.

A declaração de Garcia foi feita nesta segunda-feira (10), após Mendes inaugurar as escolas Mário de Castro, no Pedra 90, e a Hermelinda de Figueiredo. Ao refutar as críticas que alguns membros democratas têm feito à ele, como o senador Jayme Campos que chegou, recentemente, a se mostrar preocupado ‘por não terem ainda nem meia dúzia de nomes para as disputas nas proporcionais, no Estado e no Congresso Nacional’.

Outra crítica dura à Garcia foi feita pelo primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Eduardo Botelho que na quarta-feira da semana passada, 5 de maio, em conversa com jornalistas nos corredores da Assembleia, revelou que não daria para ficar com um presidente que evitava, a todo custo, se reunir para discutir eleições, quando os outros partidos em Mato Grosso já estariam fazendo isto há tempos. Após ser questionado sobre posicionamento de Garcia, que estaria convicto em não antecipar os debates eleitorais e que só faria esta discussão no ano que vem.

Na semama passada, Botelho – que não é de meias palavras -, chegou a apontar até a troca de Garcia no comando da legenda, pois não daria para ficar com um presidente que não queria se reunir para discutir eleições, quando os outros partidos, em Mato Grosso, já estariam realizando estas discussões há tempos.

“É verdade que havíamos discutido que não faríamos o debate eleitoral no meio da pandemia, mas ela já começou a caminhar para uma curva descente. Assim, acredito que dentro de uma ou duas semanas a gente possa se reunir. Pois os democratas estão em desvantagem por terem tomado esta decisão. Sobretudo, porque hoje o partido não teria nem meia chapa de deputados, para disputar as eleições do ano que vem. Então nós precisamos começar a organizar o DEM, porque os outros partidos já queimaram a largada, correram atrás e já formaram chapa. Isso nos deixa em desvantagem”, disse o primeiro-secretário do Legislativo.

Às críticas, Garcia lembrou – até de forma bastante amistosa com os jornalistas -, que elas são normais na vida das pessoas e, claro, também na política. “Elas, na verdade, acabam fazendo a gente rever posições, nos ajudando a mudar nossa postura. Assim, claro, podemos nos unir, para fazermos as mudanças necessárias. E desta forma mudando posicionamentos anteriores que foram, inclusive, discutidos e acordados”.

Reiterando que a executiva havia decidido não discutir as eleições de 2022, no meio da pandemia, quando muitos prefeitos teriam assinado, inclusive, decretos, recomendando isolamento social e o fim das aglomerações, para evitar a disseminação do novo coronavírus. “Estávamos no momento mais crítico da pandemia, Nunca morreu tanta gente. Com prefeitos fazendo decretos exigindo isolamento, com restrições de pessoas para evitar aglomerações. Assim, no meio deste cenário vocês queriam que a gente discutisse eleições?”

Garantindo que o partido tem um ano e meio para relizar estas discussões e preparar a sigla para o pleito do ano que vem.

“Temos muito tempo. Temos aí um 1 ano e seis meses para as eleições. Vamos ter bastante tempo para formar o partido. Na vida tem tempo pra tudo. Tem prioridade pra tudo, e a prioridade foi a pandemia, em respeito aos mato-grossenses. E eu acredito que temos tempo para organizar o partido. Como também tenho certeza que o DEM vai chegar com uma chapa forte para federal e estadual e, sobretudo, para comandar as principais foraças política no Estado para as eleições de 2022”.

E ao admitir as cobranças que vem recebendo dos correligionários, o suplente de senador prometeu iniciar as articulações políticas agora, pontuando que já estariam ocorrendo conversações internas junto aos líderes do partido, que querem se reunir, para saber como a legenda deverá realizar suas estratégias para o ano que vem.

“Vamos trabalhar e nos organizar. Pois todo mundo que vive na politica, conhece que estas situações de nomes se filiando à outras siglas são situações normais, não vejo nenhum problema maior nisto, pois o DEM é o partido mais forte do Estado. Tem um projeto consolidado. Eu, particularmente, tenho brigado para que a reeleição do governador Mauro Mendes se concretize. Porque nosso partido é uma boa casa para abrigar bons quadros”.