O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo

O secretário de Estado de Fazenda (Sefaz) Rogério Gallo afirmou que o Governo aguarda a resposta do Ministério da Saúde quanto ao cofinanciamento necessário para a manutenção dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para casos de Covid-19 em todo o Estado.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, ele afirmou que o governador Mauro Mendes (DEM) começou a reabrir leitos de UTI na semana passada – sendo 10 apenas na Santa Casa, em Cuiabá – e que há uma preocupação sobre quanto tempo tais leitos ficarão abertos, devido aos custos de manutenção.

“Um leito de UTI custa em média, sobretudo agora em período de pandemia, R$ 4,5 mil a R$ 5 mil por dia. De R$ 120 mil a R$ 150 mil por mês. Isso é o custo de apenas um leito. Dez leitos tem um custo de R$ 1,5 milhão, R$ 1,8 milhão fixos por mês”, disse.

O SUS é tripartite: União, Estados e Municípios. A União tem que cumprir com a sua parte

“Isso pode sim, de fato, trazer um desequilíbrio. O governador vai abrir os leitos, mas fez uma carta com os demais governadores para que o Ministério da Saúde volte a fazer um cofinanciamento. O SUS é tripartite: União, Estados e Municípios. A União tem que cumprir com a sua parte”, completou.

Leitos

Além da Santa Casa, o Estado também disponibilizou 10 novos leitos de UTI em Primavera do Leste, outros 10 leitos no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e mais 10 em Nova Mutum.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, o Governo estuda a ampliação de leitos de UTI também em Alta Floresta, Cáceres, Rondonópolis, Sinop e Lucas do Rio Verde.

“Essas ampliações são necessárias para que possamos ficar numa situação menos desconfortável e ter leitos de UTI suficientes para caso haja o agravamento da pandemia”, disse.

Nesta semana, Mato Grosso chegou a registrar 74,70% de ocupação das UTIs públicas referenciadas para o tratamento da Covid-19.