O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira, afirmou na segunda-feira (15) que a realização de um plebiscito para definir qual modal deve ser implantado na Grande Cuiabá só seria viável caso dados técnicos dos dois transportes fossem apresentados à população.

Enquanto o Governo do Estado defende a implantação do ônibus de trânsito rápido (BRT), já tendo anunciado os planos em dezembro passado, a Prefeitura de Cuiabá – que é favorável ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – defende a finalização das obras do trem já iniciadas em 2012 e que se encontram paradas há seis anos.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, o presidente da Fiemt criticou a politização em torno do assunto e afirmou que a ideia defendida pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de deixar nas mãos da população a escolha sobre o modal, é incabível da maneira como foi apresentada.

“Fazer um plebiscito como estão sugerindo, para perguntar para o que o cidadão acha que tem que mudar, olha, mais uma vez, me desculpe, é conversa para boi dormir”, criticou.

Fazer um plebiscito como estão sugerindo, para perguntar para o que o cidadão acha que tem que mudar, olha, mais uma vez, me desculpe, é conversa para boi dormir

“Se o prefeito não é a favor da mudança, tem toda a autonomia como gestor de buscar a implantação do VLT dentro do Município. Mas uma vez que o Governo decidiu que vai apoiar o BRT, não tem como a Prefeitura impor ao Governo do Estado algo, sem levar uma solução”, afirmou.

Oliveira ressaltou que há muita conversa e discussão política em torno do assunto, enquanto deveria ser analisado o plano do Governo para implantação do BRT, a fim de verificar a viabilidade, exequibilidade, cronograma e custo da obra.

Para o presidente, se a Prefeitura tem como alternativa manter o VLT, que apresente um projeto viável sobre o modal.

“Se o prefeito tem um projeto de VLT viável, que para de pé, que oferece conforto ao usuário com a passagem adequada, ele precisa mostrar isso em audiência pública. Assim como o governador Mauro Mendes precisa começar a mostrar o plano de implantação do BRT: quanto vai custa, custo da passagem, cronograma de obra”, disse.

De acordo com o presidente, só de posse de informações técnicas e exatas sobre os dois modais é a que a população poderia ser consultada, a fim de não tomar uma decisão baseada em “palpites e achismos”.

“Não estou tomando lado de um ou de outro. Estou dizendo que, promover plebiscito como estão dizendo, sem que a gente conheça tudo sobre os dois projetos, é pedir palpite. E para palpite tem loteria e uma série de alternativas para o cidadão palpitar e ganhar alguma coisa com isso, sem base científica”, concluiu.