O engenheiro de transportes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Rafael Detoni, defendeu que ao contrário do que a Prefeitura de Cuiabá vem colocando, não é necessário projeto executivo ou estudo de viabilidade econômica para a realização das obras do BRT (Bus Rapid Transit), o Ônibus de Trânsito Rápido. Ele apontou que se isso fosse impedimento a concessão dos ônibus coletivos também deveria ser barrada, porque a Capital não tem o projeto.

“Se isso for uma premissa, como foi colocado pela Prefeitura, a gente sugere que seja anulado esse processo de concessão e os contratos sejam revistos, porque não têm projeto executivo”, destacou.

Na última sexta-feira (14), durante audiência pública  para debater a troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo BRT na Câmara de Vereadores de Cuiabá, ele fez uma breve apresentação do estudo do Governo de Mato Grosso que levou à decisão de trocar o modal de transporte de Cuiabá-Várzea Grande e levantou um desafio à Prefeitura de Capital.

“Eu quero que a Prefeitura apresente um estudo de viabilidade econômica no transporte feito a partir de projeto executivo de engenharia”, disparou ao comentar que o Município também não apresentou estudo feito a partir de projeto executivo de engenharia para realizar a concessão do transporte público em ônibus coletivos.

Nos contratos, argumentou ele, está prevista a construção de estações de integração depois de três anos de operação, “uma estação de conexão na região da Antártica, uma na região da Rodovia e uma no Pedra 90. São obras de engenharia e, no entanto, não existe nenhum projeto executivo, nenhum projeto básico ou sequer a localização de implantações dessas estações”.