Após exoneração da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o delegado Flávio Stringueta escreveu um novo artigo em que retoma as críticas aos membros do Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT). Desta vez, ele cita o pagamento do auxílio-saúde de R$ 1 mil para promotores e procuradores, que havia sido suspenso em maio do ano passado.

Stringueta conta que o primeiro artigo (O que importa nesta vída?) teve uma repercussão inesperada, inclusive com a exoneração do cargo de titular da GCCO. Contudo, ele pensou que as coisas melhorariam, o que segundo Flávio, não aconteceu.

“Quarta-feira, dia 10/03/2021, fomos surpreendidos com a informação que os ‘doutores da lei‘ do MPE/MT receberão um adicional salarial, vulgarmente chamado de ‘vale-covid‘, ou ‘auxílio-covid‘, de R$ 1 mil por mês. Os demais servidores do MPE/MT, recebedores de salários bem menores, subalternos, ganharão apenas a metade deles. Por que, nobres cidadãos de bem e fiscais dos fiscais, os ‘doutores da lei‘ precisam de ‘vale-auxílio covid‘? E por que deve ser o dobro dos seus subalternos? ” questiona.

O delegado lembra ainda que os demais cidadãos se aglomeraram sob o sol em frente à Caixa Econômica Federal para conseguir R$ 600. “Para o combate à pandemia, todos estão se sacrificando ou sendo sacrificados. Todos não, desculpem, só os demais que não fazem parte da elitizada instituição chamada MPE/MT, que anda na contramão dos interesses sociais nesses temas. Não só eles, como também, por exemplo, nossos políticos, que também não estão sendo afetados, ao menos em seus vencimentos, pela pandemia que estamos passando”, acrescenta.

“Voltando ao assunto tema deste artigo, vou dizer a vocês quanto esse benefício ‘vale/auxílio covid‘ custará aos cofres públicos: R$ 9,6 milhões por ano. Vou decifrar isso para aqueles que não conhecem tamanha cifra, e confesso que eu também não conheço. Nove milhões e seiscentos mil reais por ano. A título de comparação, os smartphones do MPE/MT custarão aos cofres públicos ‘meros‘ (percebam a ironia) R$ 2,3 milhões (dois milhões e trezentos mil reais) aproximadamente, mas de uma só vez. Daria uma excelente peça teatral tragicômica, não acham?”, questiona o delegado novamente.

Por fim, Stringueta afirma que gostaria que algum representante do MPE/MT se manifestasse publicamente contrário ao auxílio. “Eu tenho certeza que a instituição MPE/MT é demasiadamente importante para a sociedade mato-grossense e brasileira. Não tem como vivermos sem ela. Minhas críticas são para que alguém dali se indigne como toda a sociedade e torne a sua instituição ainda maior e mais aceita. Quem sabe, com isso, minha sementinha prospere e se transforme em uma árvore frondosa. Que Deus nos ajude! ”, finaliza.

O artigo pode ser lido na íntegra AQUI.