Duas das camisas mais pesadas do futebol mundial, Real Madrid e Barcelona estarão novamente frente a frente neste sábado (10). Além de toda a tradição El Clásico, ficarão uma vez mais em ‘rota de colisão’ dois dos elencos mais caros do planeta. Mas todo esse investimento, no entanto, nem sempre dá certo.

El Clásico Real Madrid x Barcelona acontecerá neste sábado, 10 de abril, às 16h (horário de Brasília), e terá transmissão ao vivo de ESPN Brasil e ESPN App, além de acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, com VÍDEOS de lances e gols. A cobertura começa já às 15h, em live com Gustavo Hofman e os ex-jogadores Edmílson e Júlio Baptista no YouTube da ESPN e nas páginas de ESPN e FOX Sports no Facebook; e na TV, a partir das 15h30, com o SportsCenter Abre o Jogo.

Vorazes no mercado da bola, merengues e catalães vêm acumulando problemas com reforços que não conseguem entregar nos clubes o futebol desempenhado em outras equipes.

Juntos, os rivais pagaram nada menos do que 537,7 milhões de euros (cerca de R$ 3,6 bilhões) em seis jogadores que certamente frustraram as expectativas de muitos torcedores.

Em busca de uma nova grande estrela para ocupar a grande lacuna aberta no clube após a saída de Cristiano Ronaldo para a Juventus, em 2018, Florentino Perez errou.

E fez isso com certa variedade de reforços, que vão desde o retorno de Mariano Diaz, formado pelo Real Madrid e que custou 22,7 milhões de euros após sair e se destacar pelo Lyon, até o Luka Jovic, que encantou toda a Europa com seus gols pelo Eintracht Frankfurt, e que custaram mais 60 milhões de euros.

E hoje? O atacante da República Dominicana pouco joga com Zidane e o sérvio nem está mais no elenco, após ser cedido por empréstimo novamente ao clube alemão.

Mas ninguém decepcionou mais do que Eden Hazard. Postulante às brigas pela Bola de Ouro quando decidiu trocar o Chelsea pelo Real Madrid em uma transferência de 100 milhões de euros, o belga vem enfrentando a fase mais complicada da carreira.

Novamente entregue ao departamento médico merengue, o meia-atacante acumula mais lesões do que gols na Espanha: este é o 10º problema físico que o jogador tem desde que chegou a Madri, contra apenas quatro bolas nas redes.

Para contratar os três nomes para o setor ofensivo os merengues desembolsaram o montante de 182,7 milhões de euros.

Se o cenário do Real Madrid inspira cuidados e mais perícia para os reforços no futuro, o Barcelona vive em constante alerta ligado. Assim como Florentino Perez procurou um ‘novo Cristiano Ronaldo’, Josep Maria Bartomeu tentou encontrar alguém que suprisse a ausência de Neymar.

Mas as investidas não deram muito certo.

Agora atravessando problemas para buscar contratações, os catalães investiram recentemente nada menos do que 355 milhões de euros em nomes que deram pouco (ou ainda quase nenhum) retorno dentro de campo: Ousmane Dembélé (105 milhões de euros), Philippe Coutinho (130 milhões de euros) e Antoine Griezmann (120 milhões de euros).

Esse valor ainda pode ser maior. A razão? As quantias descritas pelo atacante que deixou o Borussia Dortmund e pelo brasileiro que deixou o Liverpool se referem aquilo pago integralmente. Ainda há mais 40 milhões de euros aos alemães e 30 milhões de euros aos ingleses em variáveis por metas atingidas.