O Livre

Deputados federais devem apresentar amanhã (9) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, propostas de mudanças do sistema de voto para as eleições gerais de 2022.

A comitiva será formada em reunião durante almoço nesta terça-feira (8), com o presidente da Câmara Federal, deputado Artur Lira (PP). O assunto está sendo discutido no país no lastro da polêmica da eleição presidencial nos Estados Unidos, no ano passado. 

A hipótese de fraude no sistema de votação, associada a um cenário de polarização de partidos, têm dado argumento para a mudança na legislação. Deputados federais de Mato Grosso se dizem a favor de um voto auditável, que não seria nem o voto impresso isoladamente e nem só o voto eletrônico. 

“Se existe essa possibilidade e não tem muito custo para implantá-la, por que não usar? A pessoa vota na urna e na hora sai do lado da urna o registro do voto. Eu acho que esse seria um modelo viável e mais asseguro, já que existe a discussão sobre o voto impresso”, afirma o deputado federal Neri Geller (PP). 

O coordenador da bancada de Mato Grosso, deputado federal Leonardo Albuquerque (SD), diz que a implantação está com meio caminhado andado, pois já foi utilizada no início da década de 2000. Para ele, a cautela é o fio-condutor da modificação. 

Não é novidade

“Eu lembro que já votei em Mato Grosso, com registro na urna eletrônica e a impressão em papel, isso há uns 20 anos. Já temos experiência nisso. E se o pessoal está enxergando pelo em ovo, imagina na eleição quando os ânimos vão estar aflorados”, comentou. 

Argumentos semelhantes deverão ser apresentados ao ministro Barroso na reunião de amanhã. Haverá tentativa de convencer o presidente do TSE, contra o retorno do voto impresso, a adotar um meio-termo para as eleições majoritárias.