Por meio de vídeo publicado nesta terça-feira (1), o vereador e presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná Filho (MDB), informou que vai oficiar ainda esta semana, ao Tribunal Regional Eleitoral, a proposta aprovada na Câmara de Cuiabá, sobre a consulta popular para a escolha dos modais: se o Veículo Leve sobre Trilhos[VLT] ou o Ônibus de Trânsito Rápido[ BRT].

E que já teria pedido uma audiência com o presidente do TRE-MT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, para esclarecer os trabalhos que estão sendo realizados pela Mesa Diretora do parlamento cuiabano, sobre qual modal de transporte público a população vai querer na capital.

á pedimos uma audiência com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral e nós vamos levar esse decreto legislativo aprovado por 17 votos na Casa, ao presidente, para que tome ciência. E para que, em breve, a população cuiabana tenha direito de opinar qual modal ela quer andar.
“Já pedimos uma audiência com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral e nós vamos levar esse decreto legislativo aprovado por 17 votos na Casa, ao presidente, para que tome ciência. E para que, em breve, a população cuiabana tenha direito de opinar qual modal ela quer andar”, disse.

A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, em sessão ordinária, no dia 25 de maio, por 17 votos favoráveis e três contrários, a proposta de plebiscito em Cuiabá e na Baixada cuiabana.

No vídeo, ainda aparecem os vereadores Sargento Vidal (Solidariedade), Mario Nadaf (PV) e Dídimo Vovô (PSB) apontando dados sobre a vistoria realizada por eles nesta segunda-feira (31), nos vagões do VLT, que estão estacionados no Centro de Comando Operacional em Várzea Grande.

Os parlamentares salientaram suas impressões sobre as condições dos vagões e trilhos e, inclusive, o quanto a população perde por não usufruir do modal.

“Assustamos com o volume de bens que foram adquiridos como trilhos, cabines, vagões, motor, maquinas e miniusina. Um arsenal que certamente não terá um aproveitamento, caso a obra não seja finalizada e una as duas cidades, Cuiabá e Várzea Grande”, disse Mario Nadaf

Com o mesmo ponto de vista de Nadaf, o sargento Vidal pontuou que os vagões se encontram em perfeito estado, podendo serem utilizados para uma futura continuação da obra. “Nós voltamos lá pela segunda vez devido ao pedido de plebiscito para reafirmar aos vereadores que não foram, aquilo que nós vimos na primeira vez, todos os vagões em perfeito estado de funcionamento e conservação”, disse Vidal

Os investimentos para o VLT até dezembro de 2020 foram de mais de R$ 1 bilhão. Contudo, o governador – ainda em dezembro do ano passado -, anunciou a substitução do VLT, justificando que o BRT terá um custo total de R$ 430 milhões para ser implantado e o outro modal poderia chegar a R$ 763 milhões para a finalização. Além das inúmeras pendengas judiciais que continuam a tramitar na Justiça contra o Consórcio VLT, responsável pelas obras. A substituição do sistema de transporte foi aprovada pela Assembleia Legislativa e mais tarde pelo Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana. E ainda por exigência da justiça federal foram realizadas audiências sobre o BRT e apresentado estudo técnico na Câmara de Vereadores de Cuiabá.

Contudo, Dídimo Vovô acha desnecessária a mudança no sistema de transporte, ao lembrar que a população estaria perdendo cerca de R$ 4 milhões mensais por algo que não está usufruindo.

“Aproximadamente 40 vagões que comporta 400 pessoas em média e nós temos um patrimônio de quase R$700 milhões que estão paralisados enquanto o povo cuiabano e várzea-grandense que estão pagando em torno de R$ 4 milhões mensal de empréstimo por algo que nós não usufruímos ainda”, pontuou.

Veja o vídeo