De olho na educação brasileira, o Partido Comunista da China (PCC) inaugurou na cidade do Rio de Janeiro a primeira Escola Chinesa Internacional. A instituição foi criada com financiamento da ditadura e de empresários do país asiático. Segundo o site do colégio inaugurado em 11 de maio, o objetivo é proporcionar “ensino de qualidade”. O modelo será o da educação básica chinesa, com ensinos do pensador Confúcio, e em ambiente trilíngue: mandarim, português e inglês.

Os mantenedores já investiram R$ 3 milhões no negócio, com a finalidade de aprimorar a estrutura. Hoje, a unidade educacional tem tablets, quadros-negros digitais e um robô que conversa em mandarim com os alunos, corrigindo sua pronúncia. Ainda este ano, o governo estrangeiro pretende abrir uma filial em São Paulo, onde a comunidade chinesa é muito maior — o PCC já controla o Colégio São Bento, na capital paulista. Atualmente, cerca de 300 mil chineses vivem no Brasil.

Os chineses utilizam a educação como ferramenta de sharp power (instrumento de influência passiva em outros países). No Reino Unido, o PCC adquiriu 15 escolas particulares à beira da falência durante a epidemia de coronavírus, entre elas, centros de estudo do pensamento conservador. Do total, nove são de propriedade de empresas cujos fundadores ou chefes estão entre os membros mais importantes da ditadura asiática.