O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), afirmou que acredita na necessidade de prorrogação do auxílio emergencial estadual de R$ 150 para além dos três meses anunciados nesta terça-feira (16) pelo governador Mauro Mendes (DEM).

O programa “Ser Família Emergencial” visa a doação de crédito para compra de alimentos a 100 mil famílias de Mato Grosso. O recurso será destinado a famílias em situação de extrema pobreza. No estado, a verba será dada a quem recebe menos de R$ 70 per capita ao mês.

“Acho que o auxílio veio em boa hora e será uma ajuda muito importante para a população. Vejo que lá na frente vai ter que ampliar por mais meses, porque só três meses não serão suficientes. Mas o Governo está consciente disso”, afirmou.

Desde o ano passado nós estávamos cobrando que o Estado desse esse auxílio

Segundo Botelho, a medida se trata de um pedido antigo da Assembleia Legislativa, tendo sido primeiramente requisitado ainda no ano passado, quando ficou claro que a pandemia não teria fim em um período curto de tempo.

“Desde o ano passado nós estávamos cobrando que o Estado desse esse auxílio. E o governador elencava que, no ano passado, tinha o auxílio do Governo Federal, que era de R$ 600”, explicou o deputado.

“Este ano, como o auxílio [federal] está sendo menor e a pandemia aumentou, o governador entendeu que as reivindicações da Assembleia e da primeira-dama [Virgínia Mendes] estavam em momento de serem colcados em prática”, completou.

Para ativar o programa, deverão ser aportados R$ 45 milhões. Destes, R$ 35 milhões serão retirados da Fonte 100 do Executivo e R$ 10 milhões serão dados pela Assembleia Legislativa.

Questionado se não vê falta de apoio de outros poderes, como o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Justiça, Botelho desconversou.

“O deputado é assistente social, é tudo. Tudo deságua na Assembleia. O cara não tem UTI, vai na Assembleia. Se está sem comer, vai na Assembleia atrás de deputado. Então, o deputado é quem passa pelo sofrimento junto com a população”, afirmou.