Olhar Direto
Seguindo a premissa de que vice-governador bom é aquele que não perturba, o deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) vê com bons olhos a possibilidade de reedição da chapa Mauro Mendes (DEM) e Otaviano Pivetta (sem partido) nas eleições de 2022.

 

O parlamentar, no entanto, afirma que tal discussão só deve ficar para o próximo ano, quando o governador irá confirmar se irá mesmo tentar sua reeleição.
“Acho possível repedir a dobradinha com Pivetta. Ele é um vice que ajudou Mauro. O melhor vice é aquele que não perturba e ele não perturbou e ainda ajudou, acompanhando as secretarias de Infraestrutura e de Educação. Ele contribuiu muito com o governo e pode sim repetir”, declarou. 

A continuidade da parceria depende de qual partido Pivetta irá se filiar. Já recebeu convite de diversas siglas, entre elas do MDB, que reivindica um espaço na chapa majoritária (vice ou candidato ao Senado), levando em consideração o fato de ter quatro deputados estaduais e comandar os municípios com maior colégio eleitoral em Mato Grosso.

O melhor vice é aquele que não perturba e ele não perturbou e ainda ajudou, acompanhando as secretarias de Infraestrutura e de Educação

Caso confirme eventual chapa, será a terceira vez que Mauro e Pivetta disputam o governo estadual. Além da eleição vitoriosa em 2018, os dois estiveram juntos em 2010, quando o democrata, então no PSB, foi derrotado pelo ex-governador Silval Barbosa (sem partido).

A vaga de Pivetta, no entanto, é cobiçada por outras legendas que estão na base de Mauro, a exemplo do recém-chegado PSL. A legenda, por meio do presidente regional, Aécio Rodrigues, passou a comandar o Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Ermat), e passou a brigar por espaço no grupo, colocando à disposição o ex-senador Cidinho Santos que está com filiação encaminhada.

Na visão de Botelho, Cidinho é um bom nome para compor chapa, mas as candidaturas serão discutidas, inicialmente, dentro do próprio DEM. “O governador me garantiu que só discutirá essa questão no ano que vem. Tem que se construir um arco de apoio, mas é preciso começar a discutir dentro do partido, para abrir essas conversas com os demais partidos. Todos são nomes bons, mas é preciso discutir muito”.