O deputado Eduardo Botelho afirmou que o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal’Bosco, tem apoio do Democratas (DEM) até que se prove algum envolvimento do parlamentar no esquema montado para impedir um processo licitatório no sistema de transporte intermunicipal do Estado.

Dilmar é um dos alvos da Operação Rota Final, que apura um suposto esquema montado entre empresários do setor e políticos. Ele é um dos denunciados pelo MPE por prática de improbidade.

Botelho citou o princípio da “presunção da inocência” e disse que Dilmar afirmou que irá provar que é inocente no caso.

“Denúncias tem em qualquer lugar. Veja o Congresso Nacional, em que 70% dos senadores e deputados são denunciados. Nos ministérios quase todos tão denunciado. Denúncia tem a toda hora, cabe provar a inocência. Depois de julgado, depois de comprovado, aí sim…”, afirmou.

“Até que se prove o contrário, ele tem apoio do partido”, acrescentou.

O deputado afirmou que Dilmar deve ser mantido na função de líder do Governo. A informação foi repassada a ele pelo governador Mauro Mendes (DEM). O gestor já havia dito isso à imprensa, na semana passada.

“Eu conversei com o governador, que disse que e a princípio não tem ainda a intenção de trocá-lo, não manifestou nenhuma intenção e por enquanto é isso. O governador não tem informações sobre esse processo e há a presunção da inocência”, afirmou.

“Ninguém viu provas ainda. O governador teve uma conversa com o deputado, que disse que tem todas as prova e vai provar a sua inocência. Então, nós estamos acreditando nele. A permanência dele é uma exigência do governador”, completou.

O caso

A Rota Final aponta que Dilmar teria recebido R$ 512 mil em propina da empresa Verde Transportes, entre os anos de 2014 e 2017, para embaraçar a licitação do transporte intermunicipal em Mato Grosso.

No dia 14 de maio, Dilmar teve sua residência em Sinop vasculhada por agentes do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

A operação também decretou a prisão contra o empresário Eder Pinheiro, dono da Verde Transportes e apontado como líder do esquema. Ele não foi encontrado e é considerado foragido.

Também foi cumprido mandado de medidas cautelares contra o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros de Mato Grosso (Setromat), Júlio Cesar de Sales Lima, e de busca e apreensão na casa do ex-deputado estadual Pedro Satélite e da assessora parlamentar Cristiane Cordeiro.

Foi cumprida, ainda, ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões.