O que já era esperado, acabou se confirmando. A bancada que dá sustentação ao prefeito Emanuel Pinheiro na Câmara Municipal de Cuiabá, “patrolou” a oposição na formação da CPI do Medicamentos, o mais novo escândalo na saúde da capital. Os dois cargos que são os mais importantes, presidente e relator, serão ocupados por dois vereadores alinhados ao Palácio Alencastro.

 

Os vereadores de oposição, que fizeram a denúncia, tentaram ficar com a relatoria, mas foram derrotados. O relator será o vereador Marcus Brito Junior, do PV, de José Roberto Stoppa e a presidência ficará com Lilo Pinheiro, primo do prefeito e que se define como independente, mas foi avalizado pela “tropa de choque” do Palácio Alencastro. Ficou como membro da CPI, o vereador Marcos Paccola, do Cidadania, mas que dificilmente conseguirá fazer alguma coisa, por ser minoria.
São por atitudes como essa, que as pessoas sempre ficam lembrando do carimbo constrangedor do legislativo municipal, identificado como uma espécie de “puxadinho” do Palácio Alencastro, por seguir à risca as orientações políticas do Executivo, praticamente abrindo mão da tão necessária independência. Ao tirar da oposição, a chance de ocupar um cargo importante na CPI, a impressão que fica é a de que em Cuiabá continua “proibido” fiscalizar. Aliás, isso já ocorre há muito tempo.