O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou nesta semana que não descarta a possibilidade de ir à Justiça contra a série de vetos derrubados pela Assembleia Legislativa na semana passada.

Ao todo, foram nove vetos derrubados na sessão, parte deles de autoria de parlamentares da base aliada, como a deputada Janaina Riva (MDB), que teve barrado pelo Governo a criação de um Programa de Exame de Mamografia Móvel no Estado e a classificação de comércio de ótica como serviço essencial na pandemia.

“Eles fazem o que querem, mas se a gente acha que deve, vamos à Justiça e derrubamos. Já ganhei na Justiça várias derrubadas de veto deles”, afirmou o governador.

No ano passado, Mendes questionou na Justiça, por exemplo, o pagamento de auxílio emergencial aos professores temporários em razão da pandemia, matéria que foi vetada pelo Estado e derrubada pelo Legislativo.

O mesmo tipo de ação foi ingressada pelo governador no início deste ano para tratar do pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 4,48% aos servidores do Judiciário, após o veto do Paiaguás foi derrubado pelo Parlamento.

 

Sem relação “estremecida”

Em resposta, o primeiro secretário da Assembleia Legislativa e aliado do governador, deputado Eduardo Botelho (DEM), minimizou a declaração de Mendes, afirmando que a Casa de Leis tem atuado com liberdade e existe um “entendimento diferenciado”, mas negou relação estremecida com o Paiaguás.

“A Procuradoria do Estado tem se posicionado afirmando que a Assembleia não pode fazer alguns projetos. Acho que se tiver dúvida, evidentemente que vai terminar na Justiça”, apontou.

“Mas todos os vetos que derrubamos contam com pareceres da nossa Procuradoria de que a Assembleia está correta”, completou.