A pandemia vai passar. Mesmo com todas os erros e falhas resultantes da falta de planejamento no enfrentamento ao novo coronavírus, a pandemia vai passar. A ciência e o conhecimento estão a dar respostas confiáveis e seguras. A variedade de vacinas já disponíveis no mercado e as que ainda estão por serem desenvolvidas – como a própria vacina nacional –, aliada a resiliência e capacidade do brasileiro, encaminha para o campo do otimismo: a pandemia será vencida.

É fato que neste momento, o Brasil corre atrás. Os insumos para produção de vacinas chegam de forma irregular. Os percalços são muitos. O calendário de imunização, por conta disso, nunca foi confiável. O brasileiro, com toda razão, questiona: quando a vacina chegará ao meu braço? Até lá, vai tentando driblar o vírus da forma possivel para não perder o mínimo de sobrevivência.

A possibilidade do Brasil produzir sua própria vacina é uma possibilidade viável – seja por transferência de tecnologia aos grandes laboratórios, incluindo o de saúde animal, capazes de uma só vez, em 90 dias, entregar 400 milhões de doses, que venho articulando; seja por pesquisas próprias em fase de desenvolvimento, na qual lutamos pelo reforço orçamentário.

Ao mesmo tempo em que se procura descobrir soluções viáveis e inovadoras para o retorno mais rápido – e menos traumático, diga se de passagem – à normalidade, é preciso olhar adiante. A retomada econômica só se dará, efetivamente, com investimentos. O Brasil é um país atrativo e as reformas e definições de marcos regulatórios em todos os segmentos econômicos da vida nacional se fazem essenciais.

Por isso, é importante que a sociedade brasileira – e em especial a de Mato Grosso – esteja mobilizada desde já para o maior atrativo que temos a curto prazo – diria, curtíssimo prazo, que é a chegada definitiva da tecnologia 5G.

Mato Grosso largou na frente, com a instalação do projeto piloto de 5G Standalone (5GSA), que não depende de infraestrutura 4G para funcionar. Na Fazenda Modelo do Instituto Mato-grossense de Algodão, o IMA, em Rondonópolis, foi possível analisar de forma palpável a grande revolução que pode ser produzida com essa tecnologia.

Por hora, no campo, mas já vislumbrando seus efeitos positivos sobre as universidades, na infraestrutura de transporte e também nos mais simples atos da vida cotidiana. Da casa conectada a carros com direção automática, com as mais diversas tecnologias de automação e inteligência artificial. Mais segurança nas estradas, o que vai ajudar a reduzir custos operacionais e, consequentemente, o frete – dando competitividade aos produtos transportados, em especial o de alimentos para a mesa do brasileiro.

Em outras palavras, um mundo novo nos espera. Um mundo onde poderemos tratar a cidadania com todas as suas letras. Mas, para isso, precisamos estar preparados e organizados, atuando conectados e alinhados ao desenvolvimento de startups que serão, logo ali, o grande gerador de conhecimento, de tecnologia e de emprego para os nossos jovens. Do contrário, perderemos o bonde da história, a exemplo do que acontece neste momento da pandemia, quando já poderiamos estar produzindo vacinas e vacinando a nossa população.

Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso relator da Comissão Temporária do Senado para a Covid-19

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