Por 16 votos a 2, a base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), na Câmara Municipal de Cuiabá, conseguiu barrar o requerimento do vereador Dilemário Alencar (Podemos), que pedia a convocação dos fiscais de contrato dos semáforos inteligentes, alvo da Operação Sinal Vermelho.

A votação aconteceu durante sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (13). Na ocasião, apenas Dilemário e a vereadora Michelly Alencar (DEM) votaram a favor do requerimento. Outros 16 parlamentares votaram contra e 6 se ausentaram.

Segundo Dilemário, a justificativa dos votos contrários dos colegas de parlamento foi que não era necessário convocar os fiscais porque já existe uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar mais de 3 mil contratos firmados pela Prefeitura de Cuiabá nos últimos anos. “Desculpa esfarrapada! Não votaram para blindar o Executivo municipal”, assegurou o parlamentar.

A intenção do vereador era de ouvir os fiscais sobre à liquidação de despesas em favor do Consórcio Cuiabá Monitoramento de Trânsito (CMT), empresa contratada para executar o serviço na Capital.

Operação Sinal Vermelho

A Operação Sinal Vermelho, deflagrada no dia 5 de maio, afastou e bloqueou os bens de Antenor Figueiredo, um dos principais secretários de Emanuel Pinheiro (MDB), teve como base uma auditoria do TCE-MT.

A investigação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontou que os “semáforos inteligentes” não funcionam em Cuiabá, verificando que ao promover a contratação na forma detectada, com a impossibilidade de realizar o controle remoto de priorização de transporte público, entende-se que houve um dano ao erário no valor de R$ 553.884,32 em face da liquidação do item 13 do Contrato nº 258/2017 “Software de Gerenciamento Semafórico Spinnaker/EMTRAC”, diante da impossibilidade de funcionamento, uma vez que há ausência de comunicação do sistema.

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