A greve dos caminhoneiros, que completa o seu décimo dia nesta quarta-feira (30), sofreu um duro golpe em duas das maiores cidades de Mato Grosso. Uma ação policial, coordenada pelo Centro de Comando e Controle da Secretaria de Estado de Segurança Pública, desobstruiu um trecho da BR-364, na altura do Posto Locatelli e também em Rondonópolis (215 quilômetros de Cuiabá).

A ação ocorreu por volta das 04 horas desta quarta-feira e contou com participação da Polícia Militar (com negociador, tropa de choque e policiamento de área), Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e equipe de resgate e combate a incêndio do Corpo de Bombeiros.

De acordo com informações do secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel Jonildo Assis, a via foi desobstruída e muitos caminhoneiros seguiram viagem. A intenção era garantir que dezenas de caminhões que saíram ontem de Rondonópolis chegassem a capital e pudessem seguir viagem.

Ainda conforme as autoridades, parte da carga é para a capital. “Essa ação tem ocorrido em todo Brasil, diante das ordens judiciais que foram emanadas pelo país”, completou o coronel.

Também em Rondonópolis a via foi desobstruída por meio de ação da Polícia Militar, Exército, PRF e Polícia Federal e o fluxo de caminhões tem seguido. Na cidade, a situação está tranquila, embora haja caminhoneiros parados em pátios de postos.

Conforme a PRF, até o momento, quatro pontos foram desmobilizados. Na BR-364, os dois pontos localizados entre o Posto Aldo Locatelli, km 398, e o Distrito Industrial, em Cuiabá, os manifestantes começam a deixar o local e a tendas que abrigaram os caminhoneiros durante este período foram desmontadas. O trânsito segue livre para todos os veículos.

Na BR-070, km 504, em Cuiabá, os veículos que estavam proibidos de transitar já começam a seguir viagem. A estrutura de apoio montada pelos manifestantes também está sendo retirada do local e o fluxo segue normalmente pelo trecho.

No entroncamento da BR-163 e BR-364, em Rondonópolis, também houve desmobilização dos manifestantes. No local, onde os caminhoneiros resistiram à passagem da escolta da PRF na manhã de ontem, apenas viaturas das forças de segurança estão estacionadas no local. Os veículos já começam a deixar às margens da rodovia e trânsito segue livre para todos os veículos.

Na terça-feira (29), pela primeira vez desde o início da greve dos caminhoneiros, o Exército Brasileiro precisou usar a força para desobstruir a entrada de Cuiabá, na BR-364. Balas de borracha e bombas de efeito moral foram usadas para dispersar manifestantes que estavam trancando a passagem de veículos.

Instantes antes da intervenção das forças armadas, caminhoneiros que tentavam deixar os pontos de protestos vinham sendo hostilizados e até mesmo apedrejados por outros manifestantes infiltrados, que não aceitam o acordo do Governo Federal e agora pedem um leque maior de pautas.

Os caminhoneiros que manifestam na BR-364, na cidade de Jaciara (131 quilômetros de Cuiabá), tentaram bloquear a passagem de um comboio que levava combustível e outros produtos na rodovia federal, nesta terça-feira (29). Os homens do Exército brasileiro resolveram agir e dispersaram a multidão com bombas de efeito moral e balas de borracha. A ação foi rápida e possibilitou a passagem dos veículos.

Entenda

O governo federal anunciou, no dia 24 de maio, uma proposta para suspender a greve dos caminhoneiros por 15 dias. Porém, os manifestantes continuam a bloquear pelo menos 29 trechos de rodovias federais que cortam Mato Grosso. Em outros Estados, a situação é a mesma. Vale lembrar que diversos serviços foram suspensos ou reduzidos por conta da falta de combustível. O protesto já dura cinco dias e tem reflexos em diversos setores.

A mobilização foi proposta pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e iniciou na manhã desta segunda-feira (21). Em razão dos pesados impostos e do baixo valor dos fretes, a categoria afirma que enfrenta uma grave crise e articula ações em todo o país para evidenciar o descontentamento com a atual política econômica. A PRF mantêm o diálogo com os caminhoneiros.

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